Água doce
O tucunaré é o peixe mais procurado pelos pescadores da região. Ele come bastante, aceita isca natural e artificial, e tem um ponto fraco conhecido por todos: o meio-dia.
O tucunaré é um pacu gigante que vive nas bacias do Prata e do Tocantins, nos rios Araguaia, Tocantins, Paranã e Tietê. Ele é ativo durante boa parte do dia e não tem o comportamento noturno clássico de outros pacus, o que muda completamente a estratégia de pesca.
Ele se alimenta de praticamente tudo: frutos, sementes, brotos, insetos, pequenos peixes e restos deixados pela cheia. Por isso responde bem tanto a isca natural quanto a isca artificial, e é um dos peixes mais fáceis de pescar quando se está no lugar certo.
Existe uma regra antiga e verdadeira sobre o tucunaré: ele para de se alimentar no meio-dia, quando o sol forte ilumina a água e o peixe se posiciona em áreas fundas e sombreadas para se proteger.
O tucunaré é oportunista, então a estratégia é oferecer algo parecido com o que ele encontra na natureza. As opções que mais dão resultado na região:
O tucunaré gosta de áreas com estrutura. Encontre-o perto de barrancos de aprofundamento, tocos e madeira morta, na transição entre correnteza e remanso.
Nos trechos com muito Escoamento de agua, os cardumes se concentram na entrada e na saída das curvas. Se você montar a isca na correnteza e deixar carregar naturalmente, o cardume vem até você.
O índice de pesca do MeuGuia Pesca cruza horário solar, fases da lua, vento, pressão, chuva e umidade. Essa combinação é o que define se o peixe está ativo.
Para o tucunaré especificamente, o app considera os mesmos fatores que um pescador experiente observa na margem: pressão subindo e temperatura amena da manhã são bons sinais de atividade.
Os melhores horários são de manhã cedo, das 6h às 9h, e no final da tarde, das 16h às 19h. Evite o meio-dia, quando o peixe para de se alimentar e fica em áreas fundas.
Sim. A massinha com cheiro de tucunaré e as iscas artificiais de superfície funcionam muito bem, especialmente em água corrente e turva. Na estação chuvosa, milho e frutos naturais são alternativas fortes.
Ele é menos combativo que o dourado, mas exemplares grandes conseguem derrubar linha. Para cardumes com exemplares grandes, prefira linha 0,50 e anzol 4. Para os pequenos, 0,30 e anzol 10 bastam.
Durante a estação chuvosa, entre outubro e março, ele se espalha mais pela bacia e fica mais fácil de encontrar. Fora dessa janela, ele se concentra em pontos fixos, o que exige mais paciência.