Água doce
O tamba é um pacu gigante, parente próximo do tambaqui, famoso por ser muito forte e por ter a mania de se deitar num ponto e não se mexer. Saber esperar vale mais do que pescar com força.
O tamba é o pacu gigante do rio Paraná e dos principais tributaries do Alto Paraná. É um peixe de água doce muito resistente, com corpo alto e comprido. Vive em cardumes grandes e passa boa parte do dia em profundidades médias.
À noite, ele sobe para perto da superfície para se alimentar de insetos, frutos e vegetação. Esse comportamento noturno é a chave de muita pesca bem-sucedida de tamba.
O tamba tem fama de dorminhoco. Quando o sol forte bate na água, ele se posiciona em uma área protegida e praticamente para de se alimentar. Por isso,… os pescadores experientes preferem pescar de madrugada ou no final da tarde.
O tamba se alimenta de muito material vegetal e de pequenos animais. As iscas que melhor funcionam:
Procure o tamba perto de estruturas: barrancos, cabeceiras de fundo, entradas e saídas de curvas e junções de águas. Em represas, ele se concentra onde a correnteza encontra a água parada, nas cabeceiras e nos poços.
Como ele forma cardumes, se você capturar um adulto, provavelmente há mais por perto. Marque o ponto e volte no mesmo horário no dia seguinte.
Porque no meio-dia, com sol forte, ele para de se alimentar e fica em áreas fundas e sombreadas. Pescando de madrugada ou no final da tarde, você encontra o peixe ativo.
Massinha com cheiro forte de pacu, isca artificial grande e milho verde são as mais fortes. Em água corrente, prefira a artificial; em água parada, a natural.
Sim. O tamba sobe à noite para se alimentar perto da superfície. Por isso a pesca noturna com isca de superfície funciona bem.
Evite a luta curta, use alicate de contenção e segure o peixe pela boca, apoiando o corpo, mantendo tudo úmido. O tamba escapa com facilidade se você deixar ele se sacudir na água.