Água doce
A traíra é uma predadora voraz de água doce, corajosa demais para ter medo de isca. Se ela estiver no lugar certo, qualquer isca forte vai funcionar.
A traíra é um predador de água doce que se adaptou a ambientes variados: rios, represas, lagoas e até canais de drenagem. É voraz, agressiva na fisgada e aceita praticamente qualquer isca de carne ou isca artificial que tenha movimento.
Ela caça principalmente à noite e ao amanhecer, quando a visão deixa de ser o principal sentido. Por isso o excesso de movimento na isca é vantagem, não problema.
A traíra aceita quase tudo, desde que o movimento seja convincente. As opções mais fortes:
A traíra se esconde entre a vegetação aquática, tocos e na beira de barrancas, à espera de presas. Ela prefere áreas de água calma ou de correnteza suave, como entradas de enseadas, remansos e margens de represas.
Procure nos cantos de vegetação, sob pontes e em entradas de água onde a correnteza traz alimento. Em horários de sol forte, ela recua para a sombra da vegetação.
Quando a traíra pega a isca, o impacto é forte e muitas vezes ela leva um pedaço de linha. Para garantir a captura:
A melhor hora é de madrugada, das 4h às 6h, e no fim da tarde e crepúsculo, das 17h às 20h. A traíra caça mais quando há pouca luz. No meio-dia, ela para de se alimentar.
Aceita, mas ela prefere isca com movimento forte, como artificial de superfície, sapo e camarão. A massinha funciona melhor em água mais fria. Na dúvida, uma artificial grande de superfície é a escolha mais segura.
Não é venenosa nem perigosa para o pescador. O que complica é a força dela na fisgada: pode arrancar linha se você puxar muito forte no impacto. Segure a linha firme, mas sem puxar até a parede.
Entre vegetação aquática, tocos, em entradas de enseadas e remansos, e à beira de barrancas com sombra. Em horas de sol forte, fica recuada na sombra da vegetação.